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4 coisas a considerar antes de comprar uma cadeira de rodas

4 coisas (ou Pontos) a considerar antes de comprar uma cadeira de rodas

por André Neves – Director técnico 

Aqui na IACESS, especializamo-nos em fornecer os melhores equipamentos para mobilidade e outros produtos de apoio. Estes produtos de apoio, como os nossos encostos e almofadas especiais para cadeiras de rodas, ajudam os nossos clientes a obterem bons posicionamentos e a prevenir o aparecimento de úlceras de pressão.

Contudo, se está à procura de uma nova cadeira de rodas, existem outros fatores a ter em conta. Nós fazemos o nosso melhor todos os dias para fornecer os nossos produtos de acordo com todas as necessidades dos nossos clientes, e uma parte deste trabalho é educa-los sobre os passos que devem tomar para conseguirem ter uma nova cadeira de rodas feita à sua medida.

Portanto vamos dar uma vista de olhos!

1º Passo: Financiamento

As cadeiras de rodas, em especial as cadeiras de rodas elétricas, podem atingir preços bastante elevados, em alguns casos até mais do que alguns carros! Contudo não vamos desesperar, porque existem diversas formas de conseguirmos o financiamento para estes produtos, tais como através das Companhias de Seguros, através de comparticipação do Estado ou de subsistemas de saúde.

De modo a conseguirmos ajudar todos os nossos clientes a obterem informação fidedigna e atualizada sobre cada financiamento, disponibilizamos o serviço do Gabinete de Ação Social, que gratuitamente o irá aconselhar e guiar passo-a-passo sobre como obter as verbas para adquirir o produto de apoio de que tanto precisa!

Em qualquer caso, aconselhamos que consulte sempre o seu médico e que lhe peça um relatório em que justifique a sua necessidade de determinado produto de apoio. Muitas vezes descuramos a opinião médica, mas no processo de adquirir uma nova cadeira de rodas, a opinião médica é algo que levamos muito a sério, e você também o deverá fazer.

Em suma, o que queremos dizer é que deverá analisar todas as possibilidades de financiamento antes de decidir pagar algo do seu próprio bolso. A lei está do seu lado, use-a com consciência!

2) SEJA AVALIADO POR UM PROFISSIONAL

Normalmente, a prescrição de uma cadeira de rodas necessitará de um processo de avaliação, que normalmente envolve um profissional de saúde. Normalmente estes profissionais podem variar de Fisioterapeutas a Terapeutas Ocupacionais e, mais recentemente, Engenheiros Biomédicos e Engenheiros de Reabilitação. Independentemente do local onde receber a sua prescrição médica, garanta que quem lhe fizer a avaliação tem as credenciais para fazer um trabalho profissional.

A avaliação envolve o teste de diferentes produtos e uma análise detalhada de toda sua funcionalidade, assim como o registo das suas medidas corporais e medidas de acessibilidade da sua habitação. Para além disso, o profissional irá analisar o seu risco de úlceras de pressão e realizará uma análise postural, que poderão envolver o teste de diferentes almofadas, encostos, apoios de cabeça, suportes de tronco, etc. O especialista em mobilidade e posicionamento irá ajudá-lo a decidir que tipo de materiais deverá escolher, assim como lhe demonstrará as diferentes possibilidades que podem existir.

Nesta fase do processo, deverá perguntar sobre questões como os mecanismos de basculação e reclinação de encosto ou de apoio de pernas, porque estes mecanismos poderão ajudá-lo imenso a combater úlceras de pressão e dores articulares.

3) TECIDOS E SUPORTES

Os suportes laterais, ou suportes de tronco, são almofadas que vêm do encosto e ficam posicionados debaixo dos seus braços para ajudar a manter o seu alinhamento de tronco. Estes suportes poderão magoar e causar deformidades posturais se não estiverem bem ajustados. Antigamente era bastante comum a colocação deste tipo de suportes sem qualquer tipo de ajuste, e isso resultou no aparecimento anormal de deformidades posturais em muitas pessoas que utilizam cadeiras de rodas, no entanto hoje em dia, com os novos materiais que surgem da inovação tecnológica, estes suportes permitem um ajuste muito mais pormenorizado, e se você não gostar deles, existem muitas alternativas. Questione o profissional responsável pela sua avaliação sobre o melhor material a utilizar para lhe dar conforto e suporte postural.

4) ENTREGA E AJUSTE PORMENORIZADO

Assim que receber a sua nova cadeira de rodas, garanta que o seu técnico de posicionamento não deixa o produto dentro da caixa e se vá embora. Esta é uma das partes mais importantes do processo, pois qualquer cadeira de rodas tem possibilidades de ajuste! Não se ajuste à cadeira de rodas, ela é que tem que se ajustar a si!

Não é pelo técnico de posicionamento e mobilidade ter tirado as suas medidas que a sua cadeira virá “à medida”. Reservem o tempo para realizar todos os ajustes necessários e para realizar algum treino com a nova cadeira, seja ela elétrica ou manual! Aliás, após o técnico ir embora, terá que ser você ou a sua família a lidar com a cadeira de rodas!

Haverão também algumas alturas em que o seu corpo poderá sofrer alterações, sendo que nessas alturas será importante entrar em contacto com o seu técnico de mobilidade e posicionamento para analisar que ajustes terão que ser feitos para garantir que essa situação não compromete a sua saúde.

E é aqui que nós entramos! Na IACESS não nos focamos apenas nos nossos clientes. Se você tiver uma cadeira de rodas adquirida noutro local e não se sentir confiante no serviço que lá é feito, dê-nos uma chamada ou envie-nos um e-mail. Prometemos que faremos o melhor por si!

Na IACESS estamos empenhados em fazer a diferença na sua vida, e dessa forma contribuir para a sua felicidade e plena participação na sociedade.

Com os nossos produtos de apoio pretendemos, sempre que possível, eliminar ou atenuar as barreiras que o impedem de ser feliz.

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Acessibilidades

Acessibilidades

por António Alberto – Diretor comercial IACESS, Lda

"Acessibilidade é uma característica do ambiente ou de um objecto que permite a qualquer pessoa estabelecer um relacionamento com esse ambiente ou objecto, e utilizá-los de uma forma amigável, cuidada e segura"

Fonte: Conceito Europeu de Acessibilidade - Relatório do Grupo de Peritos criado pela Comissão Europeia – 2003

Assim, a acessibilidade é um conceito lato que significa a possibilidade de acesso a todas as pessoas ao meio edificado, à via pública, aos transportes e às tecnologias de informação e comunicação, com o máximo possível de autonomia e de usabilidade.

Garantir a acessibilidade ao meio envolvente, isto é, aos bens, serviços, produtos e equipamentos, é assegurar as condições para o exercício de cidadania e de autonomia a todas as pessoas.

O Decreto-Lei nº163/2006, de 8 de Agosto, veio revogar o Decreto-Lei nº123/97, de 22 de Maio, com o objectivo de melhorar alguns aspectos que não facilitaram a cabal aplicação deste diploma e alargar as Normas Técnicas de Acessibilidade aos edifícios habitacionais.

Consulte o texto do Decreto-Lei nº163/2006, de 8 de Agosto

Posto isto, por agora, iremos debruçar-nos particularmente sobre os seguintes artigos 9.º e 10.º:

ARTIGO 9º - Instalações, edifícios, estabelecimentos e espaços circundantes já existentes

Instalações, edifícios, estabelecimentos e espaços circundantes já existentes

  1. As instalações, edifícios, estabelecimentos, equipamentos e espaços abrangentes referidos nos nºs 1 e 2 do artigo 2º, cujo início de construção seja anterior a 22 de Agosto de 1997, são adaptados dentro de um prazo de 10 anos, contados a partir da data de início de vigência do presente decreto-lei, de modo a assegurar o cumprimento das normas técnicas constantes do anexo que o integra.
  2. As instalações, edifícios, estabelecimentos, equipamentos e espaços abrangentes referidos nos nºs 1 e 2 do artigo 2º, cujo início de construção seja posterior a 22 de Agosto de 1997, são adaptados dentro de um prazo de cinco anos, contados a partir da data de início de vigência do presente decreto-lei.
  3. As instalações, edifícios, estabelecimentos, equipamentos e espaços abrangentes referidos nos nºs 1 e 2 do artigo 2º que se encontrem em conformidade com o disposto no Decreto-Lei nº 123/97, de 22 de Maio, estão isentos do cumprimento das normas técnicas anexas ao presente decreto-lei.
  4. Após o decurso dos prazos estabelecidos nos números anteriores, a desconformidade das edificações e estabelecimentos aí referidos com as normas técnicas de acessibilidade é sancionada nos termos aplicáveis às edificações e estabelecimentos novos.

 

Fonte: Decreto-Lei nº163/2006, de 8 de Agosto

ARTIGO 10º - Excepções

  1. Nos casos referidos nos nºs 1 e 2 do artigo anterior, o cumprimento das normas técnicas de acessibilidade constantes do anexo ao presente decreto-lei não é exigível quando as obras necessárias à sua execução sejam desproporcionadamente difíceis, requeiram a aplicação de meios económico-financeiros desproporcionados ou não disponíveis, ou ainda quando afectem sensivelmente o património cultural ou histórico, cujas características morfológicas, arquitectónicas e ambientais se pretende preservar.
  2. As excepções referidas no número anterior são devidamente fundamentadas, cabendo às entidades competentes para a aprovação dos projectos autorizar a realização de soluções que não satisfaçam o disposto nas normas técnicas, bem como expressar e justificar os motivos que legitimam este incumprimento.
  3. Quando não seja desencadeado qualquer procedimento de licenciamento ou de autorização, a competência referida no número anterior pertence, no âmbito das respectivas acções de fiscalização, às entidades referidas no artigo 12º
  4. Nos casos de operações urbanísticas isentas de licenciamento e autorização, nos termos do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, a justificação dos motivos que legitimam o incumprimento das normas técnicas de acessibilidades é consignada em adequado termo de responsabilidade enviado, para efeitos de registo, à Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
  5. Se a satisfação de alguma ou algumas das especificações contidas nas normas técnicas for impraticável devem ser satisfeitas todas as restantes especificações.
  6. A justificação dos motivos que legitimam o incumprimento do disposto nas normas técnicas fica apensa ao processo e disponível para consulta pública.
  7. A justificação referida no número anterior, nos casos de imóveis pertencentes a particulares, é objecto de publicitação no sítio da Internet do município respectivo e, nos casos de imóveis pertencentes a entidades públicas, através de relatório anual, no sítio da Internet a que tenham acesso oficial.
  8. A aplicação das normas técnicas aprovadas por este decreto-lei a edifícios e respectivos espaços circundantes que revistam especial interesse histórico e arquitectónico, designadamente os imóveis classificados ou em vias de classificação, é avaliada caso a caso e adaptada às características específicas do edifício em causa, ficando a sua aprovação dependente do parecer favorável do Instituto Português do Património Arquitectónico e Arqueológico.

 

Fonte: Decreto-Lei nº163/2006, de 8 de Agosto

As excepções acima descritas poderão ser discutíveis face aos inúmeros exemplos vindos de países de todo o mundo, onde uma solução harmoniosa, tendo sempre por base o direito de todos a aceder ao referido local, foi implementada em locais aparentemente difíceis ou à primeira vista impossíveis de ser adaptados.

Em Portugal, temos o exemplo de “Os Clérigos, Monumento Nacional desde 1910, que "renasceu", depois do projeto de reabilitação e valorização do edifício levado a cabo em 2014, lhe ter devolvido todo o esplendor e beleza criados por Nicolau Nasoni no século XVIII.

Um projeto magnífico que propiciou as condições adequadas para a receção de visitantes e a musealização dos seus espaços e, ainda, suprir necessidades estruturais e de acessibilidade, criando-se para isso infraestruturas. Entre estas, um elevador, que não permitindo o acesso à torre, leva o visitante a conhecer o Museu da Irmandade bem como a Sala A+, localizada no último piso do edifício. É uma sala inclusiva onde foi colocado um posto de perceção multissensorial que simula a visita ao topo da Torre em tempo real.

Na torre, após o projeto de valorização, é possível realizar um percurso interpretativo pelas salas temáticas – Fundação da Irmandade, Nicolau Nasoni - vida e percurso artístico (1691-1773), Nasoni e a Arquitetura Barroca do Grande Porto – e conhecer a história da Irmandade, a biografia de Nicolau Nasoni e a sua obra.

Este é um exemplo que comprova que quando a vontade e o querer dos arquitectos, engenheiros e associações de pessoas com qualquer tipo de deficiências unem esforços e trabalham em conjunto é possível fazer verdadeiros milagres arquitectónicos.

Voltando ao Decreto-Lei nº163/2006, algumas inovações significativas e uma maior pormenorização das Normas Técnicas causaram, por sua vez, dificuldades de interpretação, o que se tentou obviar através da publicação do "Guia Acessibilidade e Mobilidade para Todos" e da realização de um conjunto de acções de formação aos técnicos das Autarquias.

Neste Guia são indicadas de forma clara e intuitiva as Normas Técnicas, uma ajuda importante para todos aqueles que pretendem ter o seu espaço acessível a todos.

No entanto, temos também o inverso, todos os dias somos confrontados com limitações de acesso a inúmeros locais, governamentais, públicos ou privados. Muitos destes constrangimentos podiam ser facilmente ultrapassados com recurso a produtos de apoio especificamente desenvolvidos para permitir ultrapassar parte destes obstáculos que,  por exemplo, para quem se desloca em cadeira de rodas são verdadeiros muros inultrapassáveis.

Depois de vencida a primeira etapa, conseguir o acesso aos locais em causa, outra aventura prende-se com o conseguir usar os meios de compensação, nomeadamente a cadeira de rodas, no seu interior e, por exemplo, conseguir utilizar uma casa de banho.

Desde portas com larguras reduzidas, escadas, curvas apertadas e louças sanitárias em locais inapropriados, tudo serve para criar impedimentos no acesso a estes locais.

Na IACESS estamos empenhados em fazer a diferença na sua vida, e dessa forma contribuir para a sua felicidade e plena participação na sociedade.

Com os nossos produtos de apoio pretendemos, sempre que possível, eliminar ou atenuar as barreiras que o impedem de ser feliz.

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